Conjugando verbos que não existem

Todo mundo já teve a necessidade de conjugar um verbo que não existe. Alguns soam tão horríveis – como printar – que é melhor traduzi-los e usar o equivalente correto – no caso, imprimir, bem mais agradável. Outros ficam simpáticos, e acabam virando padrão – como zipar (compactar por zip), eu zipo, tu zipas, ele zipa – e outros ficam simplesmente engraçados, que você resolve adotá-los só por causa do som bem humorado – como deliciousar (postar um bookmark no del.icio.us), eu deliciouso, tu deliciousas, ele deliciousa.

Porém existem outros verbos, como o “emerge”, muito comum entre usuários de Gentoo, que embora tenha um equivalente nacional, a conjugação correta é defectiva (ou algo parecido, não lembro bem) e tão horrível quando a conjugação errada. Nesse caso, ao invés de “eu emerjo esse pacote”, fica muito melhor “eu faço o emerge desse pacote”, não é mesmo?

A linguagem coloquial da internet nós dá a liberdade de conjugar verbos que não existem à vontade, mas um pouco de bom senso não faz mal a ninguém. “Eu deliciouso” é engraçado, mas “eu fotologo não”, “eu blogo” é aceitável, mas “eu orkuto” ninguém merece (e eu juro que já ouvi).

Related posts:

  1. Leis existem para serem ignoradas

12 thoughts on “Conjugando verbos que não existem

  1. Sobre orkutar eu prefiro nem comentar, acho que olho enviesado para tudo que vem do Orkut. De qq forma eles falam orkutar o tempo todo… Não esperava nada diferente daquela gente estranha…

Comments are closed.