Ele está descontrolado
Então, ontem 23:30 foi a primeira sessão de Control, do Anton Corbijn, no Festival do Rio. Quiçá a primeira sessão de Control no Brasil. Matéria no jornal, ingressos esgotados e uma enorme fila antecederam o momento esperadíssimo por muita gente de 20-30-40 anos, que era ver a história do carinha problemático-atormentadinho que fez músicas que influenciaram todo um universo de bandas que ouvimos até hoje. Até Legião Urbana tem (bastante) influência de Joy Division. E a alma do Joy Division, todo mundo sabe, era o Ian Curtis. E Control é um belo filme sobre todos os problemas desse rapaz deprimido e epilético, e tudo o que leva ao (oh, spoiler!!!) suicídio dele.
O filme é legal, aquela coisa gótica, preto-e-branco, conta desde a juventude do menino, mas às vezes se prende muito no triângulo Ian X Deborah X Annik (ok, é baseado num livro escrito pela Deborah, o que eu esperava?) quando podia explorar melhor os outros dramas do Ian - a luta com a epilepsia incontrolável e cada vez pior e os remédios que tomava, o desconforto com o palco e o medo da turnê dos EUA, enfim, todas as neuras que, combinadas, foram responsáveis não só pelas letras tão bonitas, mas por fazer um garoto de 23 anos se enforcar na cozinha de casa. A cena final é ao som da óbvia - e necessária - Atmosphere e é uma das coisas mais góticas que já vi na vida. Aliás, o filme é extremamente gótico. Devia passar na DDK. Enfim, gostei muito, e vou ver de novo. E o ator que faz o Ian Curtis está ótimo, só é muito mais bonito que o falecido. Vem cantar Atmosphere no meu ouvidinho! A propósito, lá fora relançaram todos os CDs do Joy Division remasterizados e com um CD bônus ao vivo. Espero que saia aqui também, eu quero!


ah! Então você concordou comigo, afinal :D
Eu quero!
wow! então já saiu por aqui? só no Festival do Rio mesmo né?
imagino que dependendo do lugar (Campinas, no caso), essa película vai passar longe.