Festa no Cinê
Minha empregada hoje chegou aqui em casa perguntando “O que tá tendo no cinema? Tem uma fila de todo o tamanho na porta!”. Eu expliquei que era o Festival do Rio, e que aquelas pessoas frenéticas queriam desesperadamente comprar ingressos pra não perder os filmes suuuuuper aguardados. Ela me olhou com cara de espanto e perguntou “Ué, mas não vende pela internet não?”. Pois é, eu expliquei que vende, mas cobram uma taxa de dois reais por ingresso e na bilheteria não tem isso. Ela achou meio caro, mas ainda assim não entendeu muito bem o frenesi pelos ingressos HOJE, já que o festival vai até 6 de outubro e a maior parte dos filmes tem pelo menos duas sessões.
Na verdade, não foi só ela que não entendeu. Eu também não entendo. Tudo bem que eu moro exatamente entre o Espaço Unibanco e a Central de Ingressos, mas ainda assim, não consigo compreender gente que PRECISA DESESPERADAMENTE COMPRAR INGRESSOS HOJE, sendo que os filmes começam a ser exibidos no dia 23, e nem tem folders com a programação completa ainda - a menina da bilheteria me disse que posso pegar a programação amanhã ou depois. Mas eu não sou uma pessoa muito esperta, porque também não compreendo esse povo que gasta R$240 num passaporte pra ver até 50 filmes independentes de países obscuros com temática reflexiva. Ok, entre os 50 certamente haverá algo que preste. Ou talvez haja algo que preste. Mas gastar R$240 pra ver filmes obscuros é cinefilia demais pra mim, vai além da minha compreensão.
Aliás, eu gostaria que alguém me explicasse QUAL O PROBLEMA DO CINEMA IRANIANO (e oriental em geral). Primeiro foi a avalanche de filmes com criancinha e agora parecem ter resolvido apelar pros títulos bizarros com animais - só esse mês vi em cartaz “Camelos Também Choram” (Mongólia/Alemanha - ok, Alemanha não é oriente) e “Tartarugas Podem Voar” (Irã/Iraque). Qual será o próximo, “Ornitorrincos Querem Amar” ou “Girafas nunca dormem”? Vou acabar fazendo um filme também - “Pinguins fazem sexo”, sobre a vida sexual na comunidade Linux. Quem sabe passa no próximo festival e um bando de intelectualóides do estação se apinhará na porta do cinema, todos ansiosos por um ingresso? Nah, não funciona assim, cinema bom é cinema de países exóticos, eu só faria sucesso entre os coolzões frequentadores do Festival do Rio se fosse da Letônia ou Suazilândia.


Seu pedido é uma ordem, olha o que me passaram hoje…
http://www.collegesexadvice.com/sex.shtml
Linux? Sexo? Não combina, palavra de nerd! Rs.
Bom eu comprei meu ingresso para o show do strokes ontem que é daqui à um mês… acho que os cinéfilos sentem pela tela o que eu sinto pelo Julian Cassablancas