Incompreensão de Texto

Muita gente deve lembrar que estudava-se compreensão de textos na escola, nas aulas de português. Digo que estudava-se, porque tem muita gente que pelo visto não estudou nada. Tenho dois exemplos pra citar, postados em comentários neste blog. O primeiro é de Indiara Leitune, que, no post sobre Porto Alegre, me escreve a seguinte pérola, que prova que ela simplesmente não leu o post:

Eu queria saber se teria como inscrever uma banda de pop rock para estes concursos…eu fui neste promovido pela clario no ano passado se tiver este ano gostaria de ter informações de como inscrever uma banda.
Obrigada!

Que concursos? Do que diabos ela está falando? Suponho que deva ter a ver com o post sobre o show do Placebo no festival Claro que é Rock, mas, mesmo se fosse, cara, sei lá se tem como inscrever uma banda de pop rock pra esses concursos, eu só fui ASSISTIR, eu não sou da organização da parada. Totalmente surreal. O que prova que a gênia não leu nenhum dos dois posts.

Outra pérola da incompreensão de textos (ou simplesmente não-leitura de textos) foi deixada por um sujeito chamado Alexis, no post A Viagem:

Poxa !!! Brincadeira como você fala mal dos outros estados hein !!! Tem algum complexo !?!?!? Então não vá a Belo Horizonte, São Paulo ou até mesmo Goiás !!! Fique com as balas perdidas e o pornôfunck do Rio !!! Se você vai a uma cidade não fale mal se vier, do contrário não venha !!! Por favor !!!!

Eu não entendi a revolta dele, juro. No tal post, eu só reclamo do fato do aeroporto de Confins ficar quase em Goiás, de tão longe de Belo Horizonte - e isso não é nenhuma ofensa já que, geograficamente falando, pra quem sai do Rio, o que vem depois de Minas Gerais é exatamente Goiás.

Também não falei mal de São Paulo, falei mal do Brás, que realmente é um horror, recomendo só pros meus maiores inimigos. E ele certamente não leu meu post elogiando Porto Alegre, mas vou dar um desconto e falar só sobre esse post específico, que narra minhas viagens a Belo Horizonte e São Paulo. Aliás, que bizarro, só porque tem balas perdidas no Rio de Janeiro eu perco o direito de criticar quaisquer cidades que eu porventura vá visitar? Injusto isso, não?

E, at last but not least, eu acho o pornofunk engraçado - nunca fui num baile funk na vida, mas acho as letras pornôs engraçadíssimas - então essa parte nem é ruim. Só não entendo porque eu mereço balas perdidas por criticar a distância do aeroporto de Confins em relação ao centro de Belo Horizonte - uma hora e meia sem trânsito e só com duas linhas de ônibus pra te levar à cidade é realmente over - e a desorganização do Brás, em São Paulo. Acho que o Alexis precisa é de passar uma tarde no Brás e depois, pegar um avião para Confins - ele vai implorar por um pornofunk depois disso, com certeza.

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