Inverno carioca
Eu nem comentei aqui, mas as bizarrices de segunda feira ainda foram complementadas pela inusitadíssima visita de Virgínia Lane à empresa. O que ela estava fazendo aqui, eu não sei. Mas parece ser conhecida de alguém. O chato é que ninguém da minha geração parece saber quem é ela, muito frustrante. Sei que ela depois foi lanchar na Confeitaria Colombo, que é aqui perto - provavelmente foi tomar o chá das cinco, que foi batizado em sua homenagem.
Mas voltando à vaca fria, o inverno parece ter finalmente chegado. Digo que parece, porque já pareceu antes e dois dias depois o calor senegalesco voltou a dar o ar de sua graça durante o dia. Então, não sei se dessa vez vai durar ou serão apenas mais dois dias friozinhos. É curioso ver o comportamento do carioca no “inverno” - cai uma gota de chuva e você já vê pessoas com luvas, gorros e casacões pela rua, afinal, é a única oportunidade no ano que o carioca tem de tirar do armário aquelas roupas pesadonas que não servem pra nada a maior parte do tempo.
Há alguns anos eu desisti de vez de usar guarda-chuvas. Odeio eles. Ok, eles te protegem da chuva, mas em compensação aumentam o índice de colisão com pessoas na rua, você nunca tem onde deixá-los escorrendo depois do uso, não cabem na bolsa, e invariavelmente você os acaba perdendo - ou, segundo teorias conspiratórias, eles fogem e vão para um universo paralelo junto com suas canetas, papeizinhos com telefones e endereços e outras miudezas fugitivas. Dessa forma, passei a usar casacos como forma de proteção pluvial, embora em chuvas muito intensas eles ainda deixem a água passar e me molhar. Assim, estou decidida a comprar uma capa de chuva com capuz, daquelas de pásticro mesmo, pra me proteger das águas de julho abrindo o inverno - já que as de março esse ano foram bem fraquinhas. Nunca entendi porque as pessoas preferem horríveis guarda-chuvas às práticas capas, que te protegem de verdade, mesmo em chuvas com vento, e não ocupam desnecessariamente suas mãos. Será masoquismo? Será um complô da mídia para manter viva a indústria de guarda chuvas - visto que todo mundo sempre perde um e precisa comprar outro? Ou será que é simplesmente porque as pessoas nunca esperam que vá cair uma chuva de verdade, e acham que aquela paradinha é o bastante para te manter sequinho? Oh, mistérios! Quem poderá desvendá-los?


Uh… Quem é Virgínia Lane?
/me ducks
(não resisti 8)
É só comprar um daqueles guarda-chuvas pequenininhos femininos que são vendidos por “5 reau” no reino de Camelot. Cabem em qualquer bolsa.
O feed rss está com problema ainda: só retorna algo se você postou no dia.
Fix simples aqui:
http://trac.wordpress.org/ticket/1323
Os guarda-chuvas pequenininhos por aqui são chamados também de “sombrinhas”.
E acho que ninguém usa capa simplesmente porque você se molha ao tirá-la. E ao usar.