Motel

Esqueci de dizer, mas quinta feira fui naquele motelzinho novo onde era o Ebony – que todo mundo dizia ser extremamente tosco e onde eu nunca tive o azar de ir, apesar de já ter passado noites nuns lugares bastante bizarros (o mais tosco EVER foi um ali no Itanhangá que chamava Holyday ou Holliday) quando era uma pessoa falida porém orgulhosa que fazia questão de rachar a conta – ali na Glória. Passei a noite na suitezinha básica mesmo. Gostei do lugar, no geral. A decoração do quarto seria excelente se não fossem as cortinas. Sério, parece que alguém olhou a decoração totalmente clean e falou “Hum, precisamos de um toque brega nesse quarto. Que tal umas cortinas floridas? Senão perde o clima de motel…”. A banheira é bem grandinha, e a ducha fica no meio dela, achei ótimo. Mas o planejamento do banheiro não foi feito por alguém muito cerebrado: você precisa entrar na banheira para chegar às torneiras…. e se a água da banheira estiver quente demais? Problema seu, vire churrasquinho, deixe transbordar, porque a torneira fica lá no outro canto. O café da manhã é meio parco pros padrões de pernoite, mas não chega a faltar comida – é só uma questão de estar habituado à fartura dos concorrentes. Claro, eles são novatos, ainda haverão defeitos no motel. Mas uma coisa que eu achei extremamente foda: ao invés daqueles quadros cafonérrimos com dorsos femininos em poses pseudo-sensuais decorando os corredores, tem posters enormes de pin-ups. Genial. Tudo a ver. O preço também foi bastante justo: 12 horas na tal suíte simples, 65 pratas. É, gostei. Ainda volto lá. Nat Approved.