Oh, Scar!

Eu sempre assisto ao Oscar. É cafona, é sem graça, demora quatro horas, é um prêmio político, mas eu não consigo evitar. É tipo apuração de escola de samba - eu não assisto aos desfiles, mas adoro a apuração, aquela voz do Jorge “Samba de Primeira” Perlingeiro anunciando as notas e as vaias pra qualquer coisa abaixo de dez me divertem. Com o Oscar é a mesma coisa: muitos filmes eu não assisti - ainda, ou nem vou assistir, como é o caso de Menina de Ouro, já que eu não quero sofrer - mas eu adoro ver quem ganhou.

Esse ano, obviamente, não foi diferente, e lá estava eu na casa do Fabio, acompanhada de Simone, Spark e uma garrafa de Pisco (uma delícia, recomendo!), com a TV ligada (grobro, infelizmente, perdi uma hora de folia graças àquela porcaria de Big Brother) ouvindo as abobrinhas do Zé Wilker, que, provavelmente devido ao excesso de uísque, adorou o apresentador pseudo-engraçadinho que colocaram esse ano, tão pseudo-engraçadinho que me fez sentir saudades do Billy Crystal (e eu ODEIO o Billy Crystal). Mas a entrega dos prêmos é sempre divertida. Os vestidos são cafonérrimos, os prêmios são previsíveis e muitas vezes revoltantes (como o rap maldito que levou “melhor canção”), e a Charlize Theron tinha uma COISA no ombro. Ela pode ser a Charlize, mas eu não consegui apreciar aquela COISA no ombro dela, realmente.

Quanto à previsibilidade dos prêmios, eu me arrependi de não ter participado de nenhum bolão de apostas, porque acertei váááários e inclusive esperava que Brokeback Mountain não fosse ganhar melhor filme, porque Hollywood é moderninho mas nem tanto. Aliás, eu tive certeza que Brokeback não ia levar melhor filme quando deram o de melhor diretor pro Ang Lee.

Outra ridiculeza da noite ficou por conta dos apresentadores tupiniquins, que insistiam em fazer torcidinha para o filme “do brasileiro Fernando Meirelles“. Que patético. Ninguém fica dizendo que Brokeback Mountain é o filme “do taiwanês Ang Lee”, porque precisam ficar repetindo que O Jardineiro Fiel é “do brasileiro Fernando Meirelles”? Ele nem foi indicado pra melhor diretor, foi uma atriz coadjuvante do filme que ele dirigiu quem levou o Oscar. Coisa mais dor-de-cotovelo. Aliás, é dor-de-cotovelo mesmo, porque não indicaram A Incrível e Triste História de Zezé di Camargo e Luciano e Seu Pai Desalmado pra Filme Estrangeiro, tenho certeza.

1 comment:

  1. Francisco, 8. March 2006, 14:52

    Acompanhei o Oscar tambem e tive as mesmas sensações que voce, achei fraquinho o comediante e o Zé wilker com seus comentários importunos. achei o filme dos meus filhos hehehe bom, mas não o suficiente para ser indicado ao OSCAR. Com relação ao patriotismo é normal puxar uma brasa sempre que possivel.

     

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