Há muitos e muitos anos eu não tirava férias de verdade. Aquele esquema de uma semana de folga entre um emprego e outro, licença médica por causa de doença (lembro da minha conjuntivite), nada disso equivale a férias MESMO. E, finalmente, EU CONSEGUI. Tirei 20 dias MÁGICOS DE TOTAL VAGABUNDAGEM. Foi revigorante, recomendo a todos.
Nesses dias incríveis, entre o nada e o porra nenhuma, resolvi visitar o Nordeste, e fui conhecer Natal, por recomendação da minha mãe, e o fiz em grande estilo, como boa turista. Março já é baixa temporada, então os preços estão bem melhores, as praias mais vazias, ótimo para quem quer relaxar. Dá pra ficar em um excelente hotel, alimentando-se de camarão e lagosta por uma semana, sem ir à falência. Aliás, os preços de camarão e lagosta nas barraquinhas de pescador por lá nos fazem ter vontade de nunca mais voltar para o sudeste.
Pessoas brancas como eu precisam lembrar de passar protetor 60 todo santo dia antes de sair do quarto para suportar o sol de Natal, a meros cinco graus do Equador. E mesmo assim estou morena. Fascinante. Passei uma semana usando basicamente biquíni (levei três), comendo bem e alternando entre praia e piscina. Infelizmente isso dura uma semana só e agora estou de volta a São Paulo me preparando para voltar à realidade, pois não sou uma milionária que possa passar o resto da vida em lugares paradisíacos – pra falar a verdade, acho que isso me encheria o saco depois de um tempo
Eu senti saudades dos meus e-mails corporativos (que acompanhei durante todas as férias), fui visitar a empresa essa semana, fiquei empolgadinha para ligar o computador e ver como andavam as coisas. Workaholic é foda, viu? Tudo bem, terça feira eu volto para o trabalho e terei muitas e muitas tasks, para minha alegria. E nas próximas férias talvez eu vá para algum lugar paradisíaco de novo, quem sabe.
Serviço:
Viajei pela CVC, num vôo bizarro da TAM que fazia escala em Campinas, mas não teve atrasos nem nada, só criancinhas from hell chorando e gritando. Até aí tudo bem. O receptivo da CVC em Natal é UM LEESHO. Às 4AM disse que bastava comparecermos para os passeios no horário marcado, se não comparecêssemos, beleza. Faltamos ao primeiro, no seguinte acordamos 6AM para tomarmos café e chegarmos no horário marcado na recepção, encontramos um ônibus tocando forró, um cinegrafista, e a guia de turismo mais mal humorada do mundo que nos informou que deveríamos haver agendado o passeio por telefone. Ok dane-se, o hotel oferece os mesmos passeios, mesmos preços, com horários melhores, menos gente e sem forró. SIDEI BEM.
O hotel em que fiquei foi o Ocean Palace. Excelente, na beira do mar, só a internet lá que não existe (e custa 30 por dia). Se você faz questão de vida online, tente o SERHS, que minha mãe disse que é ótimo, também estilo resort – falei TENTE, não garanto que a internet lá funcione.
Comi duas vezes no Abade, excelente restaurante de Natal na Via Costeira e também na Barraca do Caranguejo, mas o melhor prato que comi mesmo foi em barraquinha de pescador sem nome. Qualquer uma deve funcionar.
Por fim, as fotos estão no Flickr do Fabio
E é isso. Valeu cada centavo gasto!