Eu sempre detestei a Sandy por tudo o que ela representa. Permitam-me explicar. Sou feminista. Se existem mulheres que trabalham fora, podem votar, buscam igualdade de direitos, é porque suas mães e avós saíram às ruas anos atrás e batalharam por isso, foram feministas como eu e garantiram esses direitos para elas. Se as mulheres hoje em dia ainda são ridicularizadas quando apanham do parceiro e tentam registrar queixa numa delegacia, ganham menos que os homens em cargos equivalentes, e ainda precisam buscar igualdade de direitos, é porque ainda existe machismo – e o fato de a mídia vender menininhas como a Sandy como a “mulher ideal” – ‘virgem convicta’, submissa aos pais e ao namorado, inocente e dependente tem muito a ver com tudo o que precisa mudar na cabeça não só dos homens, mas também das mulheres, pois a mudança vem de nós também.
E a fofoca da semana diz que a “mulher ideal” estaria grávida do namorado – oh que horror, diriam os puritanos fãs – e vai se casar numa “cerimônia íntima em alguns meses” (provavelmente com um vestido “fluido” com alguns babados, sabe como é). Na verdade, isso só corrobora minha tese que, quanto mais os pais obrigam os filhos a não fazerem sexo, maior a probabilidade de eles não usarem métodos contraceptivos quando fizerem. Mas isso é para outro texto. Estamos aqui nos despedindo do ícone de uma geração de adolescentes, ahn, errados. Queridos, lamento informar: Tanto a Sandy quanto a Britney fizeram sexo pré-marital. E sem camisinha. Agora, Sandy, nossa pós-adolescente pseudo-virgem, vai se casar. E grávida. Engraçado que eu podia apostar que isso ia acontecer. Bem, boa sorte, Sandy. E lá se vai A Última Virgem.