Então, eu descobri que estou com celulite. Eu tinha uma bundinha de bebê, lisinha, e, apesar de ter experimentado uns cosméticos anti-celulite de brincadeira, nunca tinha realmente me preocupado com isso, porque, bem, eu era lisinha. Aí essa semana eu tive meu surto mulherzinha: EU ESTOU COM CELULITE. Aqueles furos, pois é, eu tenho. Eu começo a entender porque as mulheres fazem drama com isso, é horrível quando é em você. Quero desesperadamente fazer drenagem linfática, exercícios – mesmo que seja andar de bicicleta às cinco da manhã do horário de verão, essa coisa maldita – e comprar cremes de cafeína, tudo, absolutamente TUDO pra me livrar dos furinhos que me apareceram agora, à beira dos 28 anos – nem posso dizer que é o peso dos 30.
Surtei, virei uma dondoca afetada, por causa de uns furinhos! Eu, a mulher independente e feminista, revelo meu lado mais fútil, por causa da maldita celulite. Não adianta, sou igual a todas as outras. Qual o melhor creme? Onde se faz a melhor e mais barata drenagem aos sábados (é o único horário que tenho)? Como vou conseguir pedalar no aterro às cinco da manhã, será que é minimamente seguro? Será que preciso mudar algo na minha dieta? O ataque da mulherzinha assassina toma conta desta que vos escreve. Preciso me acalmar, respirar fundo, e, ou tomar alguma atitude sensata, ou me conformar que celulite, toda mulher tem. Oh céus, o que será de mim agora? Será que ando lendo muita revista de salão? (A propósito, a Deborah Secco disse que o “segredo de beleza” dela é um Nintendo Wii. Talvez eu devesse comprar um para me livrar da celulite. Parece uma boa desculpa, não? – meu aniversário vem aí, heh)