Wall.e

Para quem ainda acredita que sou um monstro insensível, eu confesso aqui com todas as letras: fui assistir Wall.e e chorei no final.

Eu sou muito incrédula sobre o futuro da humanidade, acho que o mundo está caminhando para a auto-destruição e isto tudo irá acontecer num futuro próximo, yadda yadda, que nada tem solução. Bem, Wall.e é bastante malvado sobre tudo isso, a vida, o universo e tudo mais. Mas é lindo. Vale cada segundo que você passa no cinema e não merece resenhas longas, porque não há palavras para descrevê-lo – mas acho que não é exatamente um filme para crianças, pois um bom background em sci-fi ajuda a sacá-lo melhor. Trailer abaixo. Ah sim, o curta que o precede, Presto, é GENIAL. The carrot is a lie!

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Ele está descontrolado

Então, ontem 23:30 foi a primeira sessão de Control, do Anton Corbijn, no Festival do Rio. Quiçá a primeira sessão de Control no Brasil. Matéria no jornal, ingressos esgotados e uma enorme fila antecederam o momento esperadíssimo por muita gente de 20-30-40 anos, que era ver a história do carinha problemático-atormentadinho que fez músicas que influenciaram todo um universo de bandas que ouvimos até hoje. Até Legião Urbana tem (bastante) influência de Joy Division. E a alma do Joy Division, todo mundo sabe, era o Ian Curtis. E Control é um belo filme sobre todos os problemas desse rapaz deprimido e epilético, e tudo o que leva ao (oh, spoiler!!!) suicídio dele.

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Festivais

Essa época do ano é sempre animada. E um tanto depressiva. Tem o Festival do Rio, tem o Tim Festival, e a gente quer ver filmes e shows e nosso dinheiro vai pro espaço.

O Festival do Rio esse ano me alegra imensamente por trazer o tão esperado (por mim, claro) Control, baseado na história do Ian Curtis, e eu, como ávida fã de Joy Division, vou comprar meu ingresso para a primeira sessão tão logo comecem as vendas. O cara era um deprimido epilético que cantava mal – mas tinha uma voz maneira – e se matou com 23 anos quando eu tinha poucos meses de idade mas e daí, existe todo um culto em torno dele porque as músicas são lindas mesmo, e dizem que o filme é ótimo. Além do Control, temos o esperadíssimo duo Grindhouse – Planet Terror e Death Proof, que dispensa apresentações. Vejam os trailers, se ainda não viram. Sou fã do Tarantino e do Robert Rodriguez e estou numa fase bem sangrenta ultimamente. E daí esse trio de filmes já me faz bem feliz, e razoavelmente falida.

Sobre o Tim Festival, eu estou bem chateada. Eles vão trazer a Björk, e eu adoro ela. Achei o último album muito fofo e tal. Mas putz, é anormal o que eles querem cobrar de ingresso – 180 reais. Foi a mesma coisa que aconteceu com o show do New Order ano passado, eu não fui e não me arrependo tanto assim, porque faço muitas coisas legais com esse dinheiro. Adoro a Björk, mas 180 pratas não rola. E o mais revoltante é que o mesmo show dela em Curitiba vai custar SESSENTA REAIS, isso mesmo, UM TERÇO do preço aqui do Rio. O que me deixa mais convencida a não comparecer, e a ficar em casa dando uma festinha. Bem mais econômico.

E vocês, o que vão querer desses festivais?

Filme de amor

Eu acabei de rever 9 Songs, filme do Michael Winterbottom. Tem muita gente que detesta esse filme, por achá-lo pornográfico (as cenas de sexo são explícitas) ou chato, enfim, mas eu acho o perfeito filme de amor, questão de gosto. É um belo filme. Deixem-me explicar.

Odeio filmes românticos de amor idealizado. É sempre tudo muito diferente da realidade, muito asséptico, muito chato, irreal. Acho insuportável. E como não acredito em amor eterno, acho muito bizarro filmes o “e viveram felizes para sempre” – todo mundo sabe que isso simplesmente não existe. Relacionamentos têm altos e baixos, sexo não tem lençóis, no começo é tudo muito bonito, mas eventualmente passamos por algumas crises, a pia da nossa cozinha não está sempre limpa e arrumada, não estamos sempre penteados, a vida real é assim e é assim que somos felizes uns com os outros. Até que alguma coisa nos separe.

9 Songs fala de amor dessa maneira realista, sem lençóis, descabelado, explícito, com crises, e eventualmente termina, porque nada é eterno. Se passa por 9 shows, as tais 9 canções do título. Eu sei que não é um filme pra todo mundo. Mas acho um belo conto de amor – é indie, ok, mas eu deixo. E antes que me encham o saco me dizendo que eu só gostei do filme porque tem cenas de sexo explícito, se fosse assim, meu ator favorito seria o Rocco Sifreddi. O caso é que eu preciso escrever um texto sobre o preconceito contra pornografia. Acho sexo uma coisa natural demais e importante demais no nosso dia-a-dia – e realmente não acho pornográfico um filme de amor com cenas de sexo de verdade. As pessoas não comem nos filmes? Não tomam banho? Porque não podem fazer sexo? Mas calma, eu vou escrever sobre isso. Enquanto eu não escrevo, façam o favor de ver 9 Songs, nem que seja para dizer “Achei um saco”. Eu só mudaria uma coisa, eu teria fechado com “Love Will Tear Us Apart”, mas, bem, ok, o Joy Division não poderia fazer um show, né?

R de Retorno

Sim, estou viva. Mais de um mês sem escrever – tive motivos pra isso, mas depois eu entro em detalhes. Mas agora é hora de post, que hora mais feliz. Estou aqui pra falar algo muito importante: EU NÃO VOU VER O CÓDIGO DA VINCI. É simples, o excesso de propaganda me irritou e a história realmente não me parece isso tudo. Então, quem sabe, quando sair em DVD, eu assista. Eu vivi muito bem até hoje sem ler o livro, posso viver sem ver o filme – e, convenhamos, qualquer um vive melhor sem pagar pra assistir àquele penteado ridículo que arrumaram pro Tom Hanks. O que ninguém pode perder mesmo é V de Vingança, que agora deve estar mais difícil de achar no cinema, já que metade das salas brasileiras estão ocupadas pela supracitada abobrinha. Mas se não conseguir ver no cinema, pegue em DVD assim que sair. E não tem o Tom Hanks com penteado de velhinha com laquê.