Archive for the 'Cinema' Category

A Vingança dos Shit

Fui ver, claro, Episódio 3. Abriu, aqui perto de casa, onde antes ficava um decadente duo de cinemas pornô, Coral e Scala, o novíssimo Unibanco Arteplex com 6 salas, cafeteria e livraria, sendo que a sala 6 ainda conta com o exclusivíssimo e frustrantíssimo (eu não notei diferença NENHUMA) sistema de som THX, inventado pelo George Lucas (a pergunta que não quer calar: o que veio primeiro, o sistema de som ou o filme?) que, não coincidentemente, é o diretor desta pérola cinematográfica da qual falarei.

Pois bem, fui eu empolgadíssima, porque cinema *Unibanco* significa que correntista Unibanco paga meia - pra alguma coisa tem que servir ter conta lá - e ainda tinha o tal sistema de som THX. E, bem, sem spoilers, o Hayden Christensen NÃO aprendeu a atuar, a Padmé Amidala involui - de mocinha que dá porrada sem perder a pose ela vira mocinha de novela mexicana, de onde, aliás, parecem saídas todas as falas do casalzinho Padmé & Anakin - e o que salva mesmo o filme são as cenas de batalha e as seqüências envolvendo o Yoda, que continua sendo o personagem mais legal. Até o Imperador/Palpatine tá meio, hm, Bento XVI demais pro meu gosto, por assim dizer.

Tá, é divertido, mas podia ser muito, MUITO melhor. O ideal era que o primeiro e o segundo filmes fossem um só e esse terceiro fosse dividido em dois, pra parecer menos afobado. Mas, na falta disso, serve como cinema pipoca. Ah, e a propósito: seriam os ewoks a versão compactada dos wookies? São iguaizinhos!

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Cinemática

Bem, antes de tudo gostaria de dizer que estou indecisa em relação aos meus sentimentos sobre o lançamento do box da primeira temporada da série original de Star Trek aqui no Brasil. Custa R$189, e eu não posso pagar (pelo menos, não agora), mas é uma daquelas coisas que eu PRECISO comprar, como trekkie assumida que sou. A primeira temporada não tem o Troubles with Tribbles (aquele dos bichinhos peludos que eu acho fofíssimo), mas tem o do Kahn, e mesmo que não tivesse, eu quero mesmo assim. Logo, tenho sentimentos confusos/conflitantes: não sei se fico com raiva disso haver sido lançado aqui quando eu não posso comprar ou fico feliz disso finalmente haver sido lançado aqui, pois poderei comprar quando tiver dinheiro.

Bank GothicBem, agora vamos ao que interessa: mais uma das minhas inúteis teorias nerd-conspiratórias bizarras. Dessa vez, envolvendo a utilização da fonte Bank Gothic no design de títulos de filmes. Ok, gosto não se discute - se lamenta - mas o fato é que a probabilidade de um filme ser bom - para os meus padrões, que fique claro - e ele usar Bank Gothic no título parece ser bem reduzida. Para exemplificar, uma breve lista de filmes duvidosos que usam Bank Gothic no título:
- O Dia Depois de Amanhã
- Eu, Robô (eu não vi, mas eu gosto do Asimov e não quero ver o Will Smith estuprando um conto dele)
- Alien, a Ressurreição (ok, é só no subtítulo, mas eu tentei ver mas desisti no meio. Não dá.)

Se você viu algum filme duvidoso que utilize Bank Gothic no título, não tema: engrosse (ui) minha estatística e escreva, nos comentários, o nome do filme.

Cinema é a maior diversão

Como achei uma lista com todos os filmes lançados no circuito carioca em 2004, resolvi ver quantos daquele montão eu havia visto e selecionar os melhores e piores.

Oscar Nat de melhor filme vai para Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - Sem dúvida, o melhor de 2004. Ainda na minha seleção de melhores, temos: Os Incríveis, Kill Bill - Volume 1, As Bicicletas de Belleville, Shrek 2 e na seleção de bons, mas não melhores, ficam Peixe Grande, Homem-Aranha 2, Super Size Me, Fahrenheit 11 de Setembro, Kill Bill - Volume 2, O Outro Lado da Rua, Efeito Borboleta. Vale mencionar que Os Sonhadores é legal, mas não é isso tudo que andaram falando, que Alien vs. Predador eu me arrependi de não ter visto no cinema porque é divertidíssimo e Um Tiro no Escuro, que foi relançamento, é absolutamente Hors Concours. Agora, na categoria Razzie, ficamos com um empate técnico entre O Dia Depois de Amanhã (que consegue ser CHATO mesmo sendo um filme de catástrofe), Swimming Pool (um lixo pseudo-intelectual cujos fãs são incapazes de confessar que só viram por causa da Ludivine pelada) , Ken Park (eu vi em 2003, mas continua péssimo e seu único mérito é a suruba final, a mais verossímil que já vi no cinema) e o esquecível Anjos da Noite / Underworld (vampiros versus lobisomens, dá pra imaginar o lixo, né?).

E ontem vi Coffe & Ciogarettes. E fiquei bastante decepcionada. A idéia é muito boa, mas achei beeeeem mais ou menos. Mas vale pela carinha feliz do Jack White vendo o Tesla Coil funcionar. :)~

Os velhinhos também amam

Assisti ontem “Do outro lado da rua“, com a Fernanda Montenegro e o Raul Cortez, que foi muito falado por mostrar uma cena, ainda que sutil, de sexo entre pessoas com mais de 70 anos - coisa consideravelmente rara no dia-a-dia, que dirá no cinema. E o filme é uma agradável surpresa. É simples, bonito, recheado de excelentes diálogos, momentos engraçadinhos para não encher o saco, é tudo na medida certa. Muito bom. Recomendo, com ênfase. E levem seus avós para ver também. Muito, muito legal. Vale a pena.

Não vou findar minha vida em Acapulco

Belleville Rendez-Vous - traduzido maravilhosamente para “As Bicicletas de Belleville” aqui, eu amo esse povo de tradução de filmes, depois falam mal de portugal - é ESPETACULAR, e eu quero ver de novo. O traço do Sylvain Chomet é espetacular, as expressões faciais são de fazer inveja a qualquer pixar, fácil, o som é excelente e eu não vi Procurando Nemo, mas eu daria um Oscar pra Belleville Rendez-Vous FÁCIL - porém entendo a academia nÃo dar, eles sacaneiam os estados unidos o filme inteiro. E sacaneiam intensamente. E tem pouquíssimos diálogos, por isso mesmo não leve seu filho pra ver porque crianças irão achar um porre. E, convenhamos, um filme em que aparece uma mulher de peitos de fora nos primeiros cinco minutos não é um filme infantil, né? MAs é MUITO foda. Recomendo imensamente e preciso ver de novo.

E eu continuo com a musiquinha na cabeça, a trilha sonora é fácil uma das melhores que já vi, a canção-tema idem, e o som do filme idem. Espetacular. Pena que tenha ficado naquela micro-sala do Espaço Unibanco. E, claro, vale a pena ficar até o fim dos créditos, assim como vale a pena ouvir a última música do CD até o fim.

O duo Benoît Charest + Béatrice Bonifassi acaba de ganhar uma fã. E sem dúvida eu não sou a única. Mas assim, alguém tem a letra de Belleville Rendez-Vous em frencês DIREITA? Achei 540 versões no google. E como é nonsense, fica difícil saber qual é a certa.

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