Archive for the 'Musique' Category

Festivais

Essa época do ano é sempre animada. E um tanto depressiva. Tem o Festival do Rio, tem o Tim Festival, e a gente quer ver filmes e shows e nosso dinheiro vai pro espaço.

O Festival do Rio esse ano me alegra imensamente por trazer o tão esperado (por mim, claro) Control, baseado na história do Ian Curtis, e eu, como ávida fã de Joy Division, vou comprar meu ingresso para a primeira sessão tão logo comecem as vendas. O cara era um deprimido epilético que cantava mal - mas tinha uma voz maneira - e se matou com 23 anos quando eu tinha poucos meses de idade mas e daí, existe todo um culto em torno dele porque as músicas são lindas mesmo, e dizem que o filme é ótimo. Além do Control, temos o esperadíssimo duo Grindhouse - Planet Terror e Death Proof, que dispensa apresentações. Vejam os trailers, se ainda não viram. Sou fã do Tarantino e do Robert Rodriguez e estou numa fase bem sangrenta ultimamente. E daí esse trio de filmes já me faz bem feliz, e razoavelmente falida.

Sobre o Tim Festival, eu estou bem chateada. Eles vão trazer a Björk, e eu adoro ela. Achei o último album muito fofo e tal. Mas putz, é anormal o que eles querem cobrar de ingresso - 180 reais. Foi a mesma coisa que aconteceu com o show do New Order ano passado, eu não fui e não me arrependo tanto assim, porque faço muitas coisas legais com esse dinheiro. Adoro a Björk, mas 180 pratas não rola. E o mais revoltante é que o mesmo show dela em Curitiba vai custar SESSENTA REAIS, isso mesmo, UM TERÇO do preço aqui do Rio. O que me deixa mais convencida a não comparecer, e a ficar em casa dando uma festinha. Bem mais econômico.

E vocês, o que vão querer desses festivais?

Sumiço

Eu ando sumida. Depois eu explico. Enquanto isso, pra quem gosta, procure Enjoy the Silence remixado pelo Timo Maas. São quase nove minutos, mas é das melhores coisas que ouvi nos últimos tempos. Acho que vou começar a fazer uma coleção de remixes/versões de Enjoy the Silence - a versão da Tori Amos eu também adoro - e desisti de adicionar mais itens à minha coleção de versões de Love Will Tear Us Apart depois de tantas horríveis que ouvi (a de uma banda portuguesa de death metal definitivamente não era a pior, acreditem). As cinzinhas de Ian Curtis devem se revirar no túmulo a cada versão dessa. Para não compartilhar dessas heresias, vou colecionar versões de Enjoy the Silence. Pelo menos o cara não morreu… ainda…

Regret

Devo dizer que estou com um pequeno, discreto, porém sincero arrependimento de não ter ido ao show do New Order. Eu sei que falaram muito mal do Vivo Rio, que o lugar parece uma obra inacabada, que o som estava uma merda. Mas UMA coisa doeu no meu coração: eles tocaram She’s Lost Control. Ok, faltou Atmosphere e o Ian Curtis reencarnado, e por isso meu arrependimento é pequeno e continuo achando que valeu a pena não gastar R$200 por uma noite de lazer. Mas que por R$100 eu acho que valia cada minuto, ah isso valia. Mas como eu não fui, eu, em pleno feriado do Dia da Consciência Negra, ficarei em paz com minha Consciência Ruiva ouvindo os Substances (ambos, do Joy Division e do New Order) em loop contínuo, porque a escravidão foi abolida, mas eu trabalho no feriado de hoje, de 9 às 18.

Pesos e Medidas

Eu queria muito ir ao show do New Order. Aliás, até semana passada eu estava certa de que eu ia. Aí eu descobri que o show não ia ser mais na Fundição Progresso. Ia ser na tal da Vivo Rio, a casa de shows metida a besta que abriu no MAM. E que não vai custar os 100 reais que eu esperava - e que já achava caro. Vai custar A PARTIR DE 200. Ian Curtis que me perdoe, mas eu só pagaria 200 por um show do Joy Division com ele próprio reencarnado fazendo aquela dancinha estranha epilética. Com 200 reais eu faço muitas coisas que terão maior durabilidade e me darão maior satisfação que um show do New Order - sempre lembrando que sexo ainda é de graça e uma barra de chocolate não custa tão caro assim, e eu posso desfrutar de ambos enquanto ouço o Substance e não gastei mais que 15 reais com um excelente chocolate, não é mesmo? Então, Ian, estamos de acordo: eu não vou ao show do New Order, vou ficar em casa comendo chocolate com 95% de cacau (vende numa delicatessen aqui perto de casa, é uma perdição), ouvindo Joy Division e New Order em loop e minha conta bancária continua estabilizada, enquanto um bando de ultravips que não têm a menor noção do que é Bizarre Love Triangle vão lá no Vivo Rio posar pra revista Caras.

Do what you want cause a pirate is free!

Li no jornal que a onda de processar pessoas por compartilhar e baixar música na internet vai chegar aqui. Era tudo o que não precisávamos. Mas tenho uma pergunta a fazer, e os advogados que freqüentam meu blog podem me ajudar: se um CD não foi lançado no Brasil, como os dois primeiros do Lamb, todos os do Portishead e do Joy Division, dentre vários outros que compõem minha coleção, acho que possuir mp3 (ou ogg) dos mesmos não pode configurar pirataria, certo? Afinal, no Brasil, o produto original não existe para que possa ser pirateado. Como eu poderia comprar o original? Eles - ELES, THE OTHERS - podem me obrigar a importar? Eu não entendo nada de direito e acho mesmo que essa onda de processar gente não vai colar na nossa terra. Mas estou intrigada com o fato de o Brasil ser um país onde coisas nem tão obscuras assim não existem nos catálogos das gravadoras - e aí, o cara tem mp3/wma/ogg/whatever dessas coisas que não existem no país, e isso vai ser considerado pirataria também? Eis minha grande dúvida. Arrrr!!!
P.S.: Eu não considero compartilhamento de músicas pirataria, mas isso é outra história.

Next Page »

Bad Behavior has blocked 2361 access attempts in the last 7 days.