iSummit - Dia 2
Na verdade, é o primeiro dia que participo - ontem trabalhei, não deu pra assistir nada. Uma coisa realmente desagradável é o fato de os membros da imprensa presentes serem tratados pela organização como a escória da humanidade - enquanto os participantes normais ganham um kit com vários brindes, crachá de pendurar no pescoço, voucher para alimentação e entrada para as festas, os membros da imprensa ganham um *adesivo* com seu nome e nada além, já que imprensa não é gente. Isso causa um certo desconforto/constrangimento se você é um participante “normal” que ganhou voucher pra comer no hotel, vale jantar no Porcão e festa no Rio Scenarium e tem amigos da imprensa que, como são seres inferiores, precisam comer na rua e não vão às festas com a elite. Realmente grosseiro, eu diria. Fiquei também meio horrorizada com o fato de, num evento tão “free mind” a conexão wireless ser cobrada. E BEM cobrada - R$100 pelos três dias de evento. Ok que ninguém pagou para estar lá, mas acho que todo mundo preferia pagar R$50 pelo evento do que R$100 pela wireless. Pra completar, senti falta de uma banquinha vendendo camisetas, adesivos, essas coisas que a gente adora - e seria uma ótima maneira de ganhar dinheiro e oferecer almoço para a imprensa também (se bem que pra isso não precisava, sobrou MUITA comida no bufê do hotel nos dois primeiros dias, certamente vai sobrar no terceiro).
Ok, agora vamos falar do evento em si: a palestra “Music, video and multimedia - the cultural commons” foi deveras interessante. A Agência Brasil/Radiobrás está fazendo bonito e entrando de cabeça no clima de liberdade (resta saber se não é só falação, como tudo nesse país…), o cara da Trama mostrou como a gravadora é super cool e falou a frase do dia “WE DON’T BELIEVE IN DRM”. Êee, todo mundo aplaudindo. Depois o cara do Open Channel, Andrew Garton, que podia fazer exposiçòes no CCBB e dar aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Super cool, até interessante, mas, assim, meio Sebastião Salgado demais pro meu gosto. Depois veio o cara do Revver. Parece que foi legal, mas eu fui ao banheiro e perdi a maior parte da palestra dele, que foi bem curta. Terminou com uma búlgara, Dragoslava Pefeva, meio artística também, falando de umas idéias interessantes. Parece que o povo na Bulgária é bem conservador ainda. Mas foi MUITO, MUITO difícil entender o inglês dela. Ok, pausa para o almoço. Como imprensa não é gente, fui com os amigos comer no McDonalds. Acho que não fazia isso há anos.
Segundo tempo. Tentei assistir a palestra de “Enterprise Commons”, mas achei meio chatinha e saí logo. Depois encontrei o Cory Doctorow dando uma entrevista, falando de DRM, Creative Commons, e fiquei assistindo, porque estava muito mais interessante que todo o resto. O Cory é realmente um cara interessante. Eu gostaria de tomar um chopp com ele e falar sobre essas coisas sem um gravador por perto. Eu me senti num Live BoingBoing, mas não, a Xeni não estava lá. Terminada a entrevista, coffee break, conversa no Estúdio Livre, passeio pelo salão, conversa, até que cansamos e viemos embora. Foi divertido. Parece que amanhã tem degustação de Vores Øl, a cerveja livre. Eu não gosto de cerveja, mas certamente irei provar. Melhor que Copa do Mundo certamente há de ser.


Ano Novo, vida nova:
Mega Sena Advanced:
O Sol Nasceu para Todas:
Skol Beats:
Acentuação:
A Volta:
Wall.e: