Não-card

Quase dois anos atrás eu troquei meu celular por um Oi. Chip novinho em folha, portanto. O aparelho, um Nokia 6100, continua me parecendo muito bom (embora às vezes meio pequeno demais para a minha enorme bolsa). O problema é que, de uns tempos pra cá, comecei a ter uns probleminhas de mau-contato do chip. Aparecia uma mensagem na tela “Inserir o SimCard”. Depois voltava ao normal. Com o passar do tempo, isso foi ficando mais frequente. E de uma semana pra cá, isso só tem se resolvido religando o celular, isso quando ele não se desliga sozinho. Emocionante.

Comecei a desconfiar de problema no celular, o que me deprimiu bastante – eu tinha planos de viajar nesse segundo semestre, e não de comprar um aparelho novo. Até que fui salva pelo gongo – tentei colocar meu chip no celular bem menos muderno – Nokia 3310 – da minha mãe, que sequer foi capaz de perceber que havia um simcard nele. Ok, problema no chip, beeem menos sério que problema no celular. Restava agora a parte ruim: procurar uma loja da Oi e explicar o problema a um vendedor, para conseguir um chip novo.

Chegando a uma loja da Oi no shopping, a grande surpresa: a vendedora abriu o celular, olhou o chip, e disse “Ah, esse chip é um Gemplus, existe uma série dele que apresentou defeito, realmente, é só você ligar pro atendimento ao cliente, explicar que seu chip é um Gemplus que não está sendo reconhecido pelo celular e eles vão te dar um número de isenção, bloquear o seu chip atual, você volta aqui, a gente ativa o chip novo gratuitamente e pronto”. Tão surpreendente que estou até com medo de ligar pra Oi. Será que o atendimento ao cliente vai saber também o que é um chip Gemplus? Bem, aguardemos as cenas do próximo capítulo. Eu sempre tenho medo de coisas Telemar-related, e a Oi é uma empresa Telemar-related. Nunca é tão simples quanto eles dizem.

Encerramento do iSummit

Andei meio sumida, eu confesso, estou viciada em Lost. Acontece nas melhores famílias. Terminei a primeira temporada, não sei como vou sobreviver enquanto não arrumo a segunda. Por isso nem escrevi como foi o encerramento do iSummit, que foi fascinante – com todos os participantes (inclusive eu) provando a Free Beer no terraço do Marriott durante o pôr do sol, um espetáculo, e depois gringos sendo atirados de roupa e tudo na piscina. Muuuito divertido. Pena que o próximo iSummit vai ser em Dubrovnik, na Croácia, e eu duvido que eu consiga uma passagem pra Croácia. Mas juro que vou me esforçar. Alguém sabe quando a Croácia entra pra União Européia?

iSummit – Dia 2

Na verdade, é o primeiro dia que participo – ontem trabalhei, não deu pra assistir nada. Uma coisa realmente desagradável é o fato de os membros da imprensa presentes serem tratados pela organização como a escória da humanidade – enquanto os participantes normais ganham um kit com vários brindes, crachá de pendurar no pescoço, voucher para alimentação e entrada para as festas, os membros da imprensa ganham um *adesivo* com seu nome e nada além, já que imprensa não é gente. Isso causa um certo desconforto/constrangimento se você é um participante “normal” que ganhou voucher pra comer no hotel, vale jantar no Porcão e festa no Rio Scenarium e tem amigos da imprensa que, como são seres inferiores, precisam comer na rua e não vão às festas com a elite. Realmente grosseiro, eu diria. Fiquei também meio horrorizada com o fato de, num evento tão “free mind” a conexão wireless ser cobrada. E BEM cobrada – R$100 pelos três dias de evento. Ok que ninguém pagou para estar lá, mas acho que todo mundo preferia pagar R$50 pelo evento do que R$100 pela wireless. Pra completar, senti falta de uma banquinha vendendo camisetas, adesivos, essas coisas que a gente adora – e seria uma ótima maneira de ganhar dinheiro e oferecer almoço para a imprensa também (se bem que pra isso não precisava, sobrou MUITA comida no bufê do hotel nos dois primeiros dias, certamente vai sobrar no terceiro).

Ok, agora vamos falar do evento em si: a palestra “Music, video and multimedia – the cultural commons” foi deveras interessante. A Agência Brasil/Radiobrás está fazendo bonito e entrando de cabeça no clima de liberdade (resta saber se não é só falação, como tudo nesse país…), o cara da Trama mostrou como a gravadora é super cool e falou a frase do dia “WE DON’T BELIEVE IN DRM”. Êee, todo mundo aplaudindo. Depois o cara do Open Channel, Andrew Garton, que podia fazer exposiçòes no CCBB e dar aulas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Super cool, até interessante, mas, assim, meio Sebastião Salgado demais pro meu gosto. Depois veio o cara do Revver. Parece que foi legal, mas eu fui ao banheiro e perdi a maior parte da palestra dele, que foi bem curta. Terminou com uma búlgara, Dragoslava Pefeva, meio artística também, falando de umas idéias interessantes. Parece que o povo na Bulgária é bem conservador ainda. Mas foi MUITO, MUITO difícil entender o inglês dela. Ok, pausa para o almoço. Como imprensa não é gente, fui com os amigos comer no McDonalds. Acho que não fazia isso há anos.

Segundo tempo. Tentei assistir a palestra de “Enterprise Commons”, mas achei meio chatinha e saí logo. Depois encontrei o Cory Doctorow dando uma entrevista, falando de DRM, Creative Commons, e fiquei assistindo, porque estava muito mais interessante que todo o resto. O Cory é realmente um cara interessante. Eu gostaria de tomar um chopp com ele e falar sobre essas coisas sem um gravador por perto. Eu me senti num Live BoingBoing, mas não, a Xeni não estava lá. Terminada a entrevista, coffee break, conversa no Estúdio Livre, passeio pelo salão, conversa, até que cansamos e viemos embora. Foi divertido. Parece que amanhã tem degustação de Vores Øl, a cerveja livre. Eu não gosto de cerveja, mas certamente irei provar. Melhor que Copa do Mundo certamente há de ser.

A taça do mundo é insossa

Eu detesto futebol. Todo mundo que me conhece sabe disso. Logo, estou ANIMADÍSSIMA para a Copa do Mundo – não assisti a nenhum jogo e pretendo continuar assim. Na verdade, fiquei sabendo que o Brasil vai jogar com Gana nas oitavas-de-final, e só pela bizarrice da coisa, eu VOU TORCER PRA GANA – o que não implica em assistir ao jogo, obviamente. O que realmente está me animando esses dias é o Rio iSummit, mega-evento internacional geek de creative commons que está acontecendo aqui no Rio (oh, não diga!!!). Emocionante. Pertinho de casa. Uma dádiva, em tempos de Copa do Mundo no país do futebol. Amanhã levarei minha câmera. E posto mais detalhes. Fabio está fazendo live-blogging do evento. Acompanhem!

ADSL Updated

Então, a Telemar, depois de 72, e não 48 horas, realmente fez upgrade do meu Velox pra 1Mb. Obviamente, isso me deixou com aquela sensação de “é, Telemar, é a vida”, mas como ainda acho R$62,90 um preço justo por 1Mb, vamos levando. A velocidade é boa mesmo, deve ser porque moro a duas quadras da sede da Telemar (descobri isso recentemente olhando na conta telefônica), porque no meu trabalho os 256kb são tão ruins que parecem 128kb – também pudera, usam o mesmo Access Concentrator que usam na minha casa e fica a OITO QUILÔMETROS da minha casa (quer dizer, não sei se é esse o motivo, essa é minha teoria, já que dizem que ADSL não pode ficar a mais de 7km de distância da central).

O fato é que eu acho muito interessante ter 1Mb em casa hoje, quando uns anos atrás eu fiquei deslumbrada com um modem de 56kb. Eu sou do tempo dos BBS, de conectar uma hora por dia usando programinhas de terminal, e eu tinha uma linha analógica no começo dos anos 90 que não me permitia velocidade de conexão acima de 9600bps, que levava meia hora pra dar sinal de discagem, cada ligação era uma aventura. Os anos se passaram e cá estou eu reclamando (com razão) de um ADSL de 256kb. Como as coisas mudam – mas, sobretudo, como a prestação de serviços telefônicos no Rio de Janeiro continua tosca, meu deus!

ADSL Turbo Power

Mais ou menos um mês atrás eu telefonei pra Telemar reclamando que estava insatisfeita com o Velox. Eu sou cliente do Velox há tanto tempo que a velocidade que tenho nem é mais comercializada – 256k/128k – e o que eu ganho com essa fidelidade de sei lá quantos anos? NADA. 256k/128k enquanto todo mundo tá por aí com pelo menos 300k/150k. Não é ridículo? Então, um mês atrás, consultei os preços e velocidades do Vírtua – concorrente a cabo – e liguei pra Telemar dizendo que o Vírtua oferece pelo menos 2 MEGAS, enquanto eu estou aqui com 256k. Claro que vieram me falar mal do Virtua, eu sei que eles têm desvantagens, mas eu teimei que queria VELOCIDADE e que não estava satisfeita com os 256k e que o Velox de 1Mb custava mais caro que o Virtua de 4Mb – o que é absolutamente ridículo. Conversei e ficaram de entrar em contato comigo – e não entraram. Tudo o que eu recebia de contato era oferta de Oi Internet – não, obrigada, eu ja tenho provedor baratinho. Já estava quase desistindo do Velox quando…

…Ontem, o telemarketing do Velox me ligou oferecendo a incrível promoção de 1Mb pelo preço de 300k – o que é beeeem razoável. Não chega a ser 2Mb, mas também é baratinho. E a taxa de download é quatro vezes mais rápida que a minha taxa de download atual. Vamos só ver se funciona. Prometeram que eu teria a velocidade nova em um ou dois dias, eu estou contando com o segundo dia porque o primeiro é domingo, e duvido que alguém faça algo na Telemar no domingo. Depois eu digo se valeu a pena continuar cliente da Telemar.