Mais um post (ao contrário do Romário, este é o meu post número 1000! Parabéns para mim!) temático sobre trabalho. Hoje resolvi falar sobre entrevistas de emprego, que é um assunto que considero muito importante. Por a carreira de TI ter muita concorrência, freqüentemente vejo a entrevista de emprego ser tratada como um simples “leilão de talentos”, o que considero uma prática péssima tanto para a empresa quanto para os candidatos e futuros funcionários. Vou entrar em detalhes, calma.
O que é o momento da entrevista? Não é apenas a empresa avaliando os skills (ui) do funcionário, mas é também a empresa se apresentando ao funcionário para que ele avalie se deseja trabalhar naquele lugar. Porém muitas empresas se aproveitam da competitividade do mercado para reduzir a auto-estima do candidato e colocá-lo numa posição em que ele vai se sentir implorando por aquela vaga, enquanto uma relação trabalhador-empresa deveria ser algo muito mais saudável que isso, para que o funcionário QUEIRA trabalhar lá, e não PRECISE trabalhar lá. QUERER é a palavra chave numa contratação. Se ambos, empresa e candidato, estiverem de acordo, certamente o relacionamento será de sucesso e aquele profissional terá um futuro promissor na empresa.
Todo mundo já passou pelos mais diversos processos seletivos, desde estrevistas tradicionais - a do meu penúltimo emprego foi especialmente simpática e agradável, com uma profissional qualificada de Recursos Humanos - até estranhas dinâmicas de grupo que eu gostaria que profissionais de RH me explicassem melhor o objetivo - por exemplo, uma na qual me mandaram imitar o Pelé, para uma vaga de programadora Web. Outro processo seletivo que me marcou, mas pela impessoalidade e não pela bizarrice, foi numa empresa na qual fui recebida por uma secretária, que me deu uma prova, me fechou numa sala isolada e pronto, era só isso - não houve nenhuma apresentação da empresa, do cargo, nada, e esta frieza me incomodou o suficiente para não desejar trabalhar lá, afinal, sou da teoria que a entrevista serve para o candidato avaliar a empresa também, e como não vi ninguém, como vou avaliar alguma coisa?
Gostaria, no entanto, de enfatizar que não sou de RH, sou de tecnologia, estou só expondo como uma pessoa de TI se sente ao ser tratada numa entrevista de emprego como se estivesse implorando por ele. Geralmente não estamos. Eu trabalho por amor, não trabalho pelo dinheiro. Claro que gostamos de salários dignos, mas já aceitei salários que não eram grandes coisas só porque o emprego me parecia realmente bom (e era mesmo). A entrevista é o primeiro encontro, serve para eu me apaixonar pela empresa. E garanto que não sou a única.
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