Renata

A female sysop is a sysopette

Eyafjallajöware

How do you name your software? Do you want people to be able to pronounce the name of your trendy app in meetings easily, or do you want to make it so unique and distinguishable that every person will have his or her own way to pronounce your beloved application name?

I don’t really know what’s going on on a developer’s mind, as I’m not one, but I deal everyday with the weirdest software names. Will anyone agree on how to pronounce Nagios? Nachos? And Debian – named after the love of Deb and Ian?

Still on the opensource world, we have the Gentoo – couldn’t Drobbins have named his distro after Emperor penguins, much easier? Oh wait, my favourite this week is a paid software, the freaking Axure – nobody here seems to agree on how to pronounce it. Reminds me of the Icelandic volcano. If I’m to write a software with a very recognizable name, I’ll have no doubts and I’ll name it Eyafjallajöware – it’ll blow people’s mind!

Seven Months

It’s been seven and a half months since my arrival here, and by no means I feel homesick. Probably because I feel more like at home now than I’ve ever felt before.

After the temp job at TIFF I moved to a full-time position at an IT Company, more like me. I also decided to take the yoga thing more seriously and I’m doing the first part of the Yoga Teacher Training. Now you call me nuts.

Canadian workplace culture is very similar to brazilian, specially when it comes to IT, so my life at work is pretty much the same. I absolutely LOVE my job, it’s one of those places I wake up and REALLY WANT to be there. And it’s hard to find a position where you feel like that.

About life here, I’d really like to make a video to all brazilians, about how’s life in a country where abortions and same-sex marriages don’t freak people out… It’s just…. normal. People wake up, have breakfast, take the transit, go to work. I’d also like to point out that it’s not always freezing and snowy – we had a hell of a summer this year – in Canada, and around 10C is usually great for bike rides.

I love the food, I love the weather, I love the people, the squirrels climbing the trees, the trees becoming red and naked as the winter approaches.

So poetic, eh? Let’s get the party started!

Café

A máquina de café do trabalho tem, bem na frente, um texto explicando que o correto é dizer “café espresso”, pois isso significa que ele foi obtido através da pressão do pó pela água fervente, o que nos assegura um café encorpado, enquanto “café expresso” somente significaria um café rápido. A alguns centímetros dali, no botão da máquina, lê-se, nitidamente, em letras bem grandes, “CAFÉ EXPRESSO”. Por via das dúvidas, sempre aperto o botão de chá.

O primeiro encontro

Mais um post (ao contrário do Romário, este é o meu post número 1000! Parabéns para mim!) temático sobre trabalho. Hoje resolvi falar sobre entrevistas de emprego, que é um assunto que considero muito importante. Por a carreira de TI ter muita concorrência, freqüentemente vejo a entrevista de emprego ser tratada como um simples “leilão de talentos”, o que considero uma prática péssima tanto para a empresa quanto para os candidatos e futuros funcionários. Vou entrar em detalhes, calma.

O que é o momento da entrevista? Não é apenas a empresa avaliando os skills (ui) do funcionário, mas é também a empresa se apresentando ao funcionário para que ele avalie se deseja trabalhar naquele lugar. Porém muitas empresas se aproveitam da competitividade do mercado para reduzir a auto-estima do candidato e colocá-lo numa posição em que ele vai se sentir implorando por aquela vaga, enquanto uma relação trabalhador-empresa deveria ser algo muito mais saudável que isso, para que o funcionário QUEIRA trabalhar lá, e não PRECISE trabalhar lá. QUERER é a palavra chave numa contratação. Se ambos, empresa e candidato, estiverem de acordo, certamente o relacionamento será de sucesso e aquele profissional terá um futuro promissor na empresa.

Todo mundo já passou pelos mais diversos processos seletivos, desde estrevistas tradicionais – a do meu penúltimo emprego foi especialmente simpática e agradável, com uma profissional qualificada de Recursos Humanos – até estranhas dinâmicas de grupo que eu gostaria que profissionais de RH me explicassem melhor o objetivo – por exemplo, uma na qual me mandaram imitar o Pelé, para uma vaga de programadora Web. Outro processo seletivo que me marcou, mas pela impessoalidade e não pela bizarrice, foi numa empresa na qual fui recebida por uma secretária, que me deu uma prova, me fechou numa sala isolada e pronto, era só isso – não houve nenhuma apresentação da empresa, do cargo, nada, e esta frieza me incomodou o suficiente para não desejar trabalhar lá, afinal, sou da teoria que a entrevista serve para o candidato avaliar a empresa também, e como não vi ninguém, como vou avaliar alguma coisa?

Gostaria, no entanto, de enfatizar que não sou de RH, sou de tecnologia, estou só expondo como uma pessoa de TI se sente ao ser tratada numa entrevista de emprego como se estivesse implorando por ele. Geralmente não estamos. Eu trabalho por amor, não trabalho pelo dinheiro. Claro que gostamos de salários dignos, mas já aceitei salários que não eram grandes coisas só porque o emprego me parecia realmente bom (e era mesmo). A entrevista é o primeiro encontro, serve para eu me apaixonar pela empresa. E garanto que não sou a única.

Montanhismo

Mais um daqueles momentos Garfield, “eu odeio segunda feira”. Chego no trabalho morta de sono às oito da manhã e o que aconteceu? Estamos sem cinco linhas telefônicas e sem internet. Não é o máximo? Eu tenho que instalar Gentoo em dois servidores hoje, e sem internet isso é impossível. E como nada é tão ruim que não possa piorar, o técnico da Telemar veio aqui e ligou o TELEFONE GERAL DA ABBR NA LINHA PARTICULAR DO SETOR DE INFORMÁTICA. E foi embora. Passamos momentos de terror com o telefone tocando sem parar, mas felizmente o problema foi resolvido, e agora nossas linhas voltaram ao normal e nosso ADSL também. Então, pra relaxar um pouco, vou falar sobre o filme que assisti ontem, Brokeback Mountain. É bonito e tal. Mas não é tudo isso que dizem. É um bom filme sobre como o medo da FAMA pode estragar sua vida. Mas isso é meio óbvio pra mim, então… eu não achei oh uau isso tudo.
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Coisas estranhas

Eu descobri umas coisas estranhas sobre o relacionamento entre homens e mulheres no meu novo trabalho. Por exemplo:
- É falta de educação falar palavrões na frente de uma mulher. Mas não é falta de educacação dizer na frente de uma mulher que “as mulheres hoje são muito vagabundas, a gente não precisa fazer nada que elas dão em cima”.
- Mulher que vai à boate de saia está pedindo para que passem-lhe a mão na bunda
- Mulheres podem se ofender se você falar a palavra “sacanagem”, ou qualquer outra com conotação sexual perto delas. Afinal, mulher não pensa em sexo, e também não podem nunca saber que existem homens que gostam de pornografia.
- Se um homem entra numa boate gay, ele nunca mais vai conseguir sair com uma mulher na vida. Se uma mulher entra numa boate gay, ela é moderninha.

Esse povo vive num mundo muito estranho mesmo. Eu sempre disse que acordar cedo demais faz mal à saúde.